Um pouco de história:
Muito utilizada
por nossos índios para o tingimento de tecidos, os portugueses
logo descobriram nessa espécie uma riqueza inesgotável. Além do
pigmento vermelho intenso extraído do cerne e conhecido como "brasileína",
utilizado como corante e tinta de escrever, o pau-brasil também
foi muito utilizado na construção naval e civil e em trabalhos
de torno e marcenaria de luxo. A madeira é empregada atualmente
para confecção de arcos de violino.
Ao longo da
história diversas leis foram criadas para o controle da extração
do pau-brasil, não com a finalidade de proteger nossas
florestas, mas sim, de evitar a saída demasiada dessa riqueza e
também de manter seu preço elevado. Essas leis que deram origem
ao termo "madeira de lei".
Em 1978 por meio
da lei n.º 6607 de 7/12/1978 o pau-brasil foi declarado
oficialmente como árvore símbolo nacional e foi instituído o
dia 03 de maio como o dia do pau-brasil.
Lei do
pau-brasil, a árvore nacional. "Lei n. 6.607, de 7 de dezembro
de 1978.
Declara o
pau-brasil Árvore Nacional, institui o dia do pau-brasil, e dá
outras providìncias.
Art. 1°
- É declarada Arvore Nacional a leguminosa denominada pau-brasil
(Caesalpinia echinata Lam), cuja festa será comemorada,
anualmente no dia 03 de maio, quando o Ministério da Educaçäo e
Cultura, promoverá campanha elucidativa sobre a relevância
daquela espécie vegetal na História do Brasil.
Art. 2° - O
Ministério da Agricultura promoverá, através de seu órgäo
especializado, a implantaçäo, em todo Território Nacional, de
viveiros de mudas de pau-brasil, visando á sua conservaçäo e
distribuiçäo para finalidades cívicas.
Art. 3°
- Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicaçäo.
Art. 4° -
Revogam-se as disposiçöes em contrário.
Brasília, em 07
de dezembro de 1978, 157° da Independìncia e 90° da
República.
Ernesto Geisel
Alysson Paulinelli
Euro Brandäo
Dados
botânicos da espécie*:
Nome popular:
Pau-brasil
Nome científico: Caesalpinia echinata Lam.
Família: Leguminosae
Sub-famíla: Caesalpinioideae
Outros nomes populares: Ibirapitanga, Pau-vermelho,
Ibirapiranga, Arabutã, Brasileto, Araboretam, Pau-de-pernambuco
Local de origem: Matas costeiras (Mata Atlantica), do Rio
Grande do Norte ao Rio de Janeiro.
Zona climática de ocorrência: Semi-árida quente.
È uma árvore de
porte elegante, copa arredondada, folhas verde-escuras
brilhantes, flores em cacho amarelo-ouro, suavemente perfuma
das, prestando-se como ornamental e própria para arborização
urbana.
Caule:
Atinge até 30m de altura e 40 a 60cm de diâmetro em
condições naturais. Apresenta fuste circular quase reto, com
casca pardo-acinzentada e com muitos acúleos. Madeira de cerne
castanho-avermelhado e alburno fino de coloração amarelada. É
bastante resistente e pesada; superfície lisa, galhos
ascendentes longos, geralmente finos, flexíveis e com acúleos.
Folha:
Alterna, composta, bipinada, de folíolos ovais, pequenos,
formando folhagem densa verde-escura brilhante.
Flor:
As flores estão reunidas em inflorescência do tipo cacho
simples, com pétalas de coloração amarelo-ouro, sendo que uma
delas, denominada vexílo ou estandarte, possui coloração
vermelho-púrpura o que proporciona às flores caráter bastante
ornamental.
Fruto:
Vagem deiscente (que se abre liberando as sementes),
espinescente (coberta de saliências)
Semente:
Achatada, elíptica, castanho, lisa de 1 a 1,5cm de diâmetro
por 0,30 de espessura, de 2 4 por fruto (vagem). A semente é
muito semelhante a da sibipiruna.
*fonte: Aguiar,
F.F.A.; Pinho, R.A. Pau-brasil: Caesalpinia echinata Lam.
- 2. Ed. Ver. Atual. - São Paulo: Instituto de Botânica, 1996.
14p: il. (folheto, 18).
Outras
Informações sobre as pesquisas: site:
www.pau-brasilvirtual.bio.br -
http://www.ibot.sp.gov.br/plantas/pau-brasil.htm